... mesmo após encerrada a temporada de estreia do espetáculo, ainda nos chegam palavras, impressões, sentimentos de espectadores, como esta declaração a seguir:
"A leveza sobrepõe o pesado.
Nunca havia presenciado algo do tipo, tinha no pensamento um espetáculo de dança completamente diferente, uma apresentação de expressão corporal como tantas outras. No entanto, surpreendeu todas as minhas expectativas. Não era apenas um espetáculo de dança, era a apresentação de sentimentos diversos, misturados, que invadem o ser humano diante da morte, sensação que não se pode explicar: desepero, angústia, incerteza, raiva, dor, fragilidade, impotência, (des)conforto, solidão, saudade, esperança, alívio...
Um verdadeiro espetáculo de tudo aquilo que faz o homem. No início, leveza é o que menos se sente, mas no decorrer da dança a sensação de peso vai cada vez mais se desafogando, e a verdadeira intenção vai se percebendo, o desabafo do ser diante do natural e inaceitável momento da vida: a morte! A vida revela-se ao mundo como uma alegria. Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos. A morte não pode ser verdade, enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano." (por Clara Laiz)